Essa tem sido uma das conversas mais recorrentes que tenho tido nos últimos dias aqui no CP, então eu quero falar sobre isso: ser real. Eu já ouvi isso de algumas pessoas por aqui, e isso me deixa feliz pra caralho. Sabe por quê? Porque quando eu criei esse perfil, a minha intenção nunca foi performar uma personagem vazia. Foi me conectar de verdade com quem está do outro lado. A fronteira do virtual não deveria nos tornar menos humanos. Existe fantasia. Existe jogo. Existe hierarquia. Mas ainda existem pessoas. Pulsando. Sentindo. Reagindo. E está tudo bem sentir. Está liberado ser quem você é. Liberar suas fantasias. Explorar seus desejos. E ainda assim ter emoções envolvidas. Sentir é inerente ao ser humano. Você não é fraco por isso. Muito menos idiota. E aqui entra algo essencial: consentimento e respeito aos limites. BDSM não é sobre ultrapassar o outro. É sobre acordos claros. É sobre comunicação. É sobre entender até onde vai o seu desejo e até onde vai o do outro. Sem consentimento, não existe poder. Sem respeito, não existe dinâmica. Existe apenas descontrole. Quando falamos de BDSM, estamos falando de uma comunidade que escolheu viver a própria sexualidade de forma não convencional. Um espaço onde prazer, entrega, controle e vulnerabilidade coexistem. E vulnerabilidade não é ausência de força. É consciência. Ser real dentro de uma dinâmica não quebra o jogo. Aprofunda. Se você sente que aqui existe presença, é porque existe mesmo. Eu não desligo a minha humanidade quando entro em sessão. Eu uso ela. E talvez seja exatamente por isso que você sinta. 🔑 #bdsm
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