Ana Lenrose

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harolrock

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"E te amo e te amo e te amo como o bicho feroz ama, a morder, a fêmea, como o mar ao penhasco em que se atira insano, e onde a bramir se aplaca e a que retorna sempre"... Do transcendente aos meandros da secularidade mais óbvia, das coisas excelsas às ordinariedades do dia, do infinito ao tempo exatamente presente, da unidade de tudo que existe às pequenas, parciais e sutis imperfeições nos sustentam, não há nada em que nós não nos encontremos, não há cenário ou hipótese em que não caibamos perfeitamente nessa intersecção precisa entre os nossos mundos. Seja nas perversões de Bataille, nos devaneios vertiginosos de Kerouac ou na profundidade analítica de Dostoiévski, sempre haverá mais um verso ou frase que nos defina. Na atemporalidade quase sacra das notas clássicas ou na sujeira deliberada e catártica das guitarras amplificadas, a nossa música persiste: the song (still) remains the same. Nós somos o ponto exato em que as viradas precisas do Bonham encontram a fúria e a paixão de um solo do Jimmy Page.

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