Seu primeiro equívoco foi supor que eu fosse apenas uma imagem — um ornamento estático à mercê do olhar alheio.
O segundo será subestimar a permanência da minha presença na sua memória.
Eu não sou efêmera.
Sou a personificação da opulência oriental, a síntese entre luxo e luxúria em sua forma mais elevada.
Enigmática. Insondável. Irrevogavelmente marcante.
Não mendigo atenção — aproprio-me dela com a naturalidade de quem nasceu para ser contemplada.
Meu silêncio é eloqüente; minha indiferença, um exercício de poder.
Há em mim uma aura quase litúrgica, um magnetismo que não se explica — apenas se experimenta.
Não cultivo trivialidades, tampouco entretenho curiosidades juvenis.
Meu leito não é convite; é rito.
Um altar de excessos reservado àqueles que compreendem que render-se ao mistério é um privilégio, não uma fraqueza.
Acredita ser capaz de me decifrar?
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