A Gravidez e o Nascimento da Minha Primeira Filha Com o avançar da gravidez, minha barriga foi crescendo e, junto com ela, veio uma calmaria temporária. O corpo mudava, os hormônios se acalmavam um pouco e o cansaço da gestação me fazia reduzir o ritmo. Mesmo assim, eu não parei completamente. Continuei fazendo alguns atendimentos virtuais no CameraHot como MissionariaCleoDias. Lives mais curtas, menos arriscadas, mas ainda assim bem safadas. Os assinantes adoravam ver minha barriga crescendo. Muitos tinham fetiche por grávidas e me pediam para mostrar a barriga enquanto me tocava ou usava brinquedos. Eu me sentia poderosa sendo desejada mesmo grávida. Por fora, eu era a Pastora Missionária A.P.S.G - cada vez mais elogiada na igreja por ser “um exemplo de esposa e futura mãe”. Meu marido estava orgulhoso, a família feliz, e eu continuava atendendo como psicoterapeuta sexual, aconselhando casais sobre sexualidade dentro do casamento. Até que chegou o dia do nascimento da minha primeira filha. O parto foi normal, mas intenso. Quando segurei ela no colo pela primeira vez, senti uma mistura enorme de amor, culpa e alívio. Ela era linda. Perfeita. E naquele momento eu prometi a mim mesma que seria uma boa mãe. Os primeiros meses foram de adaptação total. Noites mal dormidas, amamentação, fraldas e uma rotina nova. Os atendimentos virtuais diminuíram bastante. A MissionariaCleoDias quase entrou em “hibernação”. A messalina teve que se aquietar por um tempo. Mas mesmo com o cansaço da maternidade, o fogo dentro de mim não se apagou. Ele só ficou em brasas, esperando o momento certo para voltar a queimar com ainda mais força. A chegada da minha filha marcou o fim de uma fase e o começo de outra. Eu agora era mãe. E, secretamente, continuava sendo a mesma mulher insaciável que vivia uma vida dupla.
Sexóloga Cléo Di
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