LuccaIanSilva
há 9dNo silêncio dos teus olhos de porcelana, mora uma tormenta mansa e luzidia: és a doçura que o meu peito acanha e a tempestade de uma alegria atrevida. Meiga como a flor de cerejeira ao vento, doce na curva macia desse teu abraço, mas basta um sopro, um pequeno momento, para virares brava e perderes o compasso. Doidinha, linda, com esse fogo no olhar, um furacãozinho que me arrasta e alucina; sorris do nada, começas a brigar, e essa tua raiva de mentira me fascina. Tens a alma leve, um sol contagiante que explode em bico e gargalhada boa; e eu me perco, inteiro e delirante, nessa tua bravura terna que me coroa.