Fera De Veludo

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O cinema e a literatura já incansavelmente abordaram esse assunto, mas as histórias contadas costumam se referir a casos ocorridos na Europa ou Estados Unidos.

Pouca gente sabe, mas pessoas acusadas de praticarem bruxaria também foram levadas à fogueira aqui no Brasil.

Os casos não são numerosos, porém, a Igreja também fez suas vítimas em terras tupiniquins.

Ao contrário do que muitos acreditam, a Igreja Católica não foi a única a criar instituições que se dedicavam à supressão do que era considerado heresia. Em alguns países protestantes, como a Alemanha, essa prática também existiu.

Como no Brasil era a Igreja Católica quem exercia poder, os casos de acusação de bruxaria foram feitos por meio dela.

Se formos comparar com os moldes do que era considerado bruxaria na Europa, na realidade não existiram bruxas no Brasil, segundo a Igreja. Por lá as mulheres eram caçadas e levadas à fogueira pelo envolvimento com satanismo, sacrifícios ou simples pensamento herético, enquanto por aqui as acusações se baseavam em práticas que se baseavam em um misto de sabedoria popular, utilização de recursos naturais para o tratamento e cura de doenças, adoração de entidades estranhas à Igreja ou o simples fato de se discordar dela.

No Brasil o Tribunal do Santo Ofício nunca foi instaurado, ainda que tenham ocorrido três Visitações do Santo Ofício às terras brasileiras.

Os “Visitadores”, que eram os enviados pelo Tribunal com o intuito de averiguar algum tipo de acusação, estiveram apenas nas capitanias prósperas na época: Grão-Pará, Pernambuco e Bahia.

Como na época São Paulo não era nada além de um pobre aglomerado de algumas dúzias de ruas e vielas ao redor do rio Tamanduateí, a caça às bruxas ficou a cargo do clero local.

Ainda assim algumas mulheres acusadas de bruxaria conheceram a morte na fogueira da “Inquisição paulistana”.

14/02/2017
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