Noite Sobre Rodas O asfalto brilhava sob as luzes da cidade enquanto eu dirigia sem destino. A noite estava quente, e o vento entrava pela janela aberta, bagunçando meus cabelos e arrepiando minha pele exposta. Eu não queria voltar para casa ainda. Queria sentir mais—mais da noite, mais da liberdade, mais de mim mesma. Estacionei em um mirante deserto, onde as luzes da cidade se espalhavam como estrelas caídas. O silêncio dali contrastava com a agitação dentro de mim. Me recostei no banco, sentindo o couro gelado sob minhas coxas, o motor ainda vibrando suavemente sob mim. Minhas mãos deslizaram lentamente pela pele quente, experimentando cada toque com uma calma provocante. A sensação de estar ali, ao ar livre, cercada apenas pelo céu infinito e pela adrenalina pulsando em minhas veias, me fez suspirar mais fundo. Fechei os olhos, entregando-me ao jogo. O calor subia, espalhando-se como eletricidade por cada parte do meu corpo. Minha respiração se tornava mais densa, e eu mordia os lábios para conter os sons que ameaçavam escapar. O perigo de alguém aparecer tornava tudo mais intenso, mais irresistível. Cada toque me levava mais longe, até que o mundo ao redor desapareceu por completo. Só existia o momento, o desejo, a explosão inevitável que me fez estremecer contra o banco. Quando abri os olhos, a cidade ainda brilhava à distância, alheia ao que acabara de acontecer. Sorri para mim mesma, sentindo o gosto doce da satisfação. Liguei o carro novamente, pronta para seguir viagem—mas sem pressa alguma de chegar ao meu destino. #loira

spotter-sp Nos momentos que paramos, as vezes o corpo relembra que precisamos cuidar dele Não apenas na saúde, mas, dar carinho e fazê-lo se sentir especial por meio do toque, dos desejos, das nossas vontades. Tem horas que o corpo exclama.