Entre fios de sol e sal,
o biquíni nasce como promessa de verão.
Criado por Louis Réard,
atravessou oceanos e encontrou no Brasil
um coração que pulsa em cores.
No brilho do Carnaval do Rio de Janeiro,
ele se transforma —
já não é apenas tecido,
mas chama que dança na pele,
confete que repousa sobre curvas em movimento.
O corpo vira tambor,
a rua vira palco,
e a noite, iluminada por plumas e pedrarias,
canta liberdade.
Em Salvador, o vento carrega axé;
em Recife, o frevo salta como faísca.
E em cada passo,
há um gesto antigo de celebração:
ser inteiro, ser vivo, ser brilho.
O biquíni, pequeno em forma,
é vasto em significado.
No Carnaval, ele é verso de pele,
é poema que se move —
sensual não apenas pelo olhar,
mas pela coragem de existir
como festa.
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