Ao morder minha virilha, o gosto se espalha devagar. Pode ser doce, salgado, fresco — às vezes tudo ao mesmo tempo. Há partes que despertam a língua com vivacidade, outras que apimentam. O suco escorre, leve, carregando consigo o tempero, a loucura e o calor.
Cada mordida guarda uma sensação possível: gemidos quentes, mãos pegajosas de mel, risos safados, pausas simples e movimentos bruscos de meter forte. O sabor não é só paladar — é sensação, é o tesão, é presença.
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