A praia tem uma sensualidade própria, que não precisa de palavras ousadas para existir. Ela se revela no calor do sol tocando a pele, na brisa salgada que passeia devagar pelo corpo, como um convite ao descanso e à presença. A areia morna sob os pés desperta os sentidos, lembrando que o corpo sente antes mesmo de pensar. O mar se move em um ritmo quase hipnótico. Vai e vem, aproxima e recua, como se conhecesse o tempo exato do desejo: nunca apressado, nunca distante demais. A água fria encontra a pele quente e provoca um arrepio discreto, desses que fazem o corpo acordar por inteiro. Há sensualidade no cheiro do sal, no brilho do sol refletido na água, no silêncio confortável entre uma onda e outra. Tudo ali parece feito para desacelerar, para sentir sem culpa, para existir com mais atenção ao agora. Na praia, a sensualidade não grita — ela sussurra. Está nos detalhes, na liberdade do corpo, na harmonia entre natureza e sensação. É um lembrete suave de que sentir é tão natural quanto o movimento do mar. #morena
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