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há 2dQuero você no meu carnaval como um segredo sujo que a gente não faz questão de esconder. Eu te puxo pela mão, atravesso a multidão com pressa, e quando encosto você na primeira superfície firme que encontro, não tem mais espaço para timidez. Meu corpo se encaixa no seu com intenção clara, lenta, pressionando, sentindo cada reação sua como se fosse música só pra mim. Minha boca percorre seu pescoço sem pressa, meus dentes marcam de leve, minha língua provoca… enquanto minhas mãos descem explorando, apertando, conduzindo. Eu sussurro no seu ouvido tudo o que estou imaginando fazer quando ninguém mais estiver olhando — e faço questão de deixar minha voz tremer só para aumentar sua fome. A fantasia já não cumpre seu papel. O brilho da festa agora é o da nossa pele quente. A batida da bateria perdeu para o ritmo dos nossos corpos se provocando sem pudor.