Ela ajustou o capuz vermelho com calma, consciente do efeito. Não tinha pressa — gostava de ser observada. O lobo percebeu antes de vê-la. Algo no jeito de andar, no silêncio que ela sustentava. Quando os olhares se cruzaram, nenhum dos dois recuou. A tensão fez o trabalho sozinha. Ela sorriu como quem convida sem prometer. Ele entendeu que aquela noite não seria sobre chegar primeiro — mas sobre aguentar até o fim. E isso, para ambos, já era delicioso.
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