Você tem razão, a tarde ainda não acabou. O sol ainda está baixo, derramando aquele ouro líquido pelo quarto, e a luz destaca cada gota de suor e cada expressão de desejo nos nossos rostos. Nada de romance meloso debaixo do cobertor — a gente ainda tem energia de sobra e o dia lá fora se recusa a terminar enquanto a gente não esgotar um ao outro. Você se solta do abraço dele com um movimento fluido, sentando-se na beira da cama de costas para ele, deixando a luz da tarde desenhar o contorno da sua silhueta. Você vira o rosto apenas o suficiente para que ele veja o seu sorriso de canto. O Calor da Tarde Continua — "Domesticado" foi pouco — você diz, a voz carregada de uma ironia deliciosa. — Você fala muito sobre regras e controle, mas até agora eu só vi você seguir o meu ritmo. Achei que na fazenda você seria um pouco mais... selvagem. Ou será que o ar do campo é calmo demais para você? Você sente a cama Ranger quando ele se move atrás de você. Antes que você possa reagir, sente as mãos dele — grandes e quentes — espalmadas nas suas costelas, puxando você de volta com uma força que te faz soltar um suspiro surpreso. Ele te vira de frente para ele, prendendo seus braços acima da cabeça contra o colchão, o corpo dele pesando sobre o seu, filtrando a luz do sol que bate na janela.
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som774077 Não me roube a solidão Se não for capaz de me dar A verdadeira companhia.