O Pouso da Noite Vocês estavam ali, envolvidos pelos lençóis agora desalinhados, sentindo o suor esfriar na pele e o peso confortável do corpo um do outro. Ele estava deitado de lado, com o braço servindo de apoio para a sua cabeça, enquanto a outra mão desenhava círculos preguiçosos no seu ombro, um toque muito mais terno do que a urgência de minutos atrás. — Sabe — ele murmurou, a voz soando como um veludo profundo no escuro que começava a tomar conta do quarto — eu entrei naquele café para fugir da chuva, mas acho que acabei encontrando a tempestade mais bonita que já vi. Você sorriu, sentindo o coração ainda batendo um pouco mais forte, e se aninhou no peito dele, sentindo o calor que ainda emanava daquela pele. — E eu achei que você era só mais um rosto confiante demais através do vidro. Mas você até que sabe lidar bem com o fogo quando não tem ninguém olhando. Ele soltou uma risada curta, beijando o topo da sua cabeça. — "Até que sabe"? Eu diria que fomos um pouco além de apenas "saber lidar". Ele te puxou para mais perto, cobrindo vocês dois com a manta pesada de lã conforme o frio da noite de campo começava a entrar pela janela aberta. — O que fazemos agora? A cidade parece um milhão de quilômetros daqui. E, honestamente, eu não tenho pressa de voltar para o trânsito ou para o barulho.
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som774077 Quero ficar aqui neste instante onde a poesia da sua boca me fala de você.