O Domínio dos Sentidos Você desceu do carro e caminhou até a varanda de madeira, mas não entrou. Foi direto para o gramado alto, sentindo a umidade da noite envolver seus passos. Ele te seguiu em silêncio, como um predador que não precisa de pressa porque sabe que a presa não quer escapar. — Aqui não tem paredes — você disse, virando-se para ele no meio da escuridão do pátio externo. — Não tem público, não tem café quente, não tem nada para te proteger da minha análise. Só o som dos grilos e esse vento gelado. Ele parou a um passo de você. A luz da lua iluminava apenas metade do rosto dele, tornando seu olhar ainda mais profundo. Sem dizer uma palavra, ele retirou o casaco e o jogou sobre um banco de madeira próximo, ficando apenas de camisa, os músculos dos braços marcados pela tensão. — Você me trouxe para o campo achando que o vazio ia me intimidar? — ele perguntou, a voz fundindo-se com o barulho das árvores ao redor. — Pelo contrário. No café, eu estava sendo educado. Aqui... — ele deu o passo final, eliminando qualquer espaço entre vocês e segurando seu rosto com as duas mãos, obrigando você a olhar para cima — ... aqui eu não preciso de modos.
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