đ„đ„đ„CONTO ERĂTICOâ€ïžâđ„â€ïžâđ„â€ïžâđ„â«ïžSUBMISSA (parte 1) â«ïž Uma amiga em comum nos apresentou em um aniversĂĄrio me alertando baixinho: ânĂŁo se empolga com esse daĂ nĂŁo que ele gosta de umas coisas estranhasâ. Mal sabia ela que esse comentĂĄrio me acendeu um calorzinho de interesse desses que te queimam atĂ© vocĂȘ se lambuzar toda! Outra coisa da qual ela nĂŁo sabia (que eu mantinha em segredo) era do meu lado b: sou uma mulher submissa (na cama, jamais na vida). Gosto do cheiro do couro, dos pĂ©s masculinos me pisando, de adorar um pau antes de cair de boca, de palmadas, coleira⊠gosto de submeter meu prazer inteiro ao deleite e controle do outro. Mesmo que ela nĂŁo me avisasse nada eu reconheceria alguns sinais, por exemplo, uma chave pequena pendurada em sua pulseira. Ou o coturno, extremamente lustrado. Quantas lĂnguas jĂĄ haviam passado por ali? Enquanto me fiz essa pergunta eu mesma me imaginei, de quatro, percorrendo com o rosto suas pernas devagarinho atĂ© parar na bota fazendo minha respiração umedecer o couro antes de me esfregar inteira ali. Essa era uma tĂ©cnica minha para âlustrarâ de desejo os pĂ©s aos quais iria me ajoelhar, e, repassar esse roteiro assim me encheu de imaginação e desejo. Observei de longe o jeito como se movia, suas opiniĂ”es, suas mĂŁos grandes, circundadas com os pelos do braço fazendo um arco super charmoso no pulso. Me aproximei aos poucos no decorrer da noite percebendo que seus olhares eram recĂprocos aos meus e, achei a minha deixa quando um de seus amigos brincou, chamando sua casa de masmorra. â Masmorra? do que vocĂȘ gosta hein? â disse num impulso e nesse momento a mesa fez um silĂȘncio que de repente me deixou super tĂmida. Seu olhar me fitou uns segundos e ele se ajeitou na cadeira, fazendo uma pausa dramĂĄtica antes de responder. Um amigo do lado quebrou o silĂȘncio e respondeu ânĂŁo queira nem saberâ, puxando com isso um riso geral que distraiu o grupo e mudou o rumo da conversa, fazendo com que restasse sĂł nĂłs dois nessa pergunta suspensa. â Do que âvocĂȘâ gosta? â ele enfatizou me devolvendo a pergunta e fazendo o nosso jogo começar ali. Eu absolutamente nĂŁo podia falar isso em voz alta, e, como as pistas estavam mais do que claras de que ele curtia BDSM tambĂ©m, escrevi no celular e passei para ele o aparelho mostrando minha resposta: âGosto de me submeter a quem sabe dominar. Ă o seu caso?â Encarou a tela brilhante e deu um riso de satisfação, de repente fazendo com que todo o caos da mesa ao nosso redor ficasse suspenso, restando dois sorrisos de quem quer aprontar. â Eu consigo, deixa eu te mostrar⊠â ele me entregou o celular e deu a volta na mesa vindo para a cadeira ao lado e puxando agora seu prĂłprio aparelho. Eu jĂĄ estava tensa com o que sairia daquela tela quando ele abriu o bloco de notas perguntando quais eram meus limites. (Pausa) Quem se submete tambĂ©m domina tanto quanto ou mais. Ă vocĂȘ quem dita as regras, os combinados⊠é vocĂȘ quem escolhe um dominador e diz sim para ele. Nesse caso, eu quem cacei o dominador em questĂŁo. Percebe quanto poder existe no sim que dizemos? Enquanto digitava minhas restriçÔes (fluidos sĂł saliva ou sĂȘmen, camisinha inegociĂĄvel, baixa tolerĂąncia Ă dor, sessĂŁo sĂł na minha casa), ajeitou meus cabelos para trĂĄs da orelha e me fez brotar um arrepio com isso. Seus olhos corriam das minhas mĂŁos digitando para meu rosto, que soltava um risinho travesso de tensĂŁo com essa aproximação. Terminei de digitar e me deparei com sua expressĂŁo cĂșmplice, agora mais de perto me dizendo âSim senhora, concordo com tudo e grava bem esse momento que Ă© a Ășnica vez que vocĂȘ vai ouvir um sim senhora saindo da minha boca, entendeu?â â Entendi⊠â mal disse isso e avançamos um para o outro trocando um beijo intenso com gosto de uma prĂ©via: suas mĂŁos me agarrando a nuca apertando de leve os cabelos, minha lĂngua sendo conduzida pela sua numa dança deliciosa de quem jĂĄ mandava quem podia e obedecia quemâŠse permitia! JĂĄ nesse primeiro beijo eu me submeti a sua condução sentindo uma pegada forte e precisa. NĂŁo Ă© sempre que isso acontece com dominadores, as vezes a sessĂŁo Ă© intensa e os beijos sĂŁo mornos. Um beijo que nem esse dele me coloca em um estado de desejo incrĂvel, de maneira que senti selado ali um contrato: eu seria capaz de fazer tudo que ele quisesse. Quando nos desvencilhamos respirando fundo assistimos comentĂĄrios dos nossos amigos sobre o improvĂĄvel casal que acontecia ali, trocamos contatos e ele se despediu, falando em meu ouvido: â PrĂłxima sexta Ă noite, na sua casa. Eu cozinho, vocĂȘ me serve. â Me deu um beijo agora no canto da boca, catou o casaco e foi embora, dobrando a esquina me deixando com o olhar vidrado em seus passos apressados, jĂĄ imaginando o que estaria por vir. ContinuaâŠ
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adri-tetraplegic parabĂ©ns, VocĂȘ tem escrita muito Bela , Sensual e excitante