Você chegou acreditando que estava no controle. Mas isso não me surpreende. Essa é uma das histórias mais clichês das relações D/s. Reparou como eu não precisei te pedir nada? Você tentava trabalhar, mas lembrava do sorriso, do olhar, do sotaque… E assim fui te fazendo se sentir em casa. Eu amarrei você? Talvez. As velas estavam acesas. O ar, pesado. O couro repousava sobre a mesa em um rito simples, mas bem-intencionado. A sua vidinha infeliz e sem graça encontrou um propósito: ser meu. Meu por inteiro. A sua alma me pertence. Eu te observei, mas não gravei todas as palavras. Apenas aquelas que me interessavam. Enquanto você falava, eu media suas pausas. Enquanto você prometia controle, eu percebia sua ansiedade. Enquanto você se dizia imune, sua voz pedia aprovação. E eu te dei. Dei tudo o que você precisava naquele momento. Isso teve um preço, óbvio. Você ofereceu mais do que planejava. Voltou mais cedo do que pretendia. Pensou em mim mais do que gostaria de admitir. E, quando percebeu, já estava inquieto. Não pelo dinheiro. Mas pela ausência da minha voz. Céticos baixam a guarda. Acreditam que só os fracos são manipulados. Nunca percebem quando estão sendo estudados. Seu ceticismo não te protegeu. Ele te expôs. Você não foi amarrado por magia. Foi amarrado pelo próprio orgulho. E eu só precisei te ouvir. #findom
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